Situação de saúde pública e garantias de aprendizagens mínimas

Não nos compete tecer opiniões sobre se devemos, ou não encerrar as escolas; o que deve orientar a decisão é a prioridade à situação de saúde pública que deve ser prevalecer sobre tudo o mais; mas queremos salvaguardar a ação pedagógica de escolas e professores no sentido de garantir aprendizagens mínimas, ajudas mútuas, apoios individuais.

Em face das características dos alunos deste agrupamento, o ano letivo, mais um um, não pode, não deve ser totalmente perdido para eles; se perdermos estes jovens corremos sérios riscos de hipotecar o futuro; o deles e o nosso.

Para isso o papel dos titulares e dos diretores de turma bem como de pais/encarregados de educação é mais crucial que nunca e reforça-se necessidade de articulação e colaboração entre todos.

Permitam-me, por isso mesmo, deixar um pedido a todos vós, aproveitando os ensinamentos de março a maio últimos:

  • Não percam o contacto com os miúdos (famílias) nem com a escola – estabeleçam formas de contacto com alunos/famílias/docentes, regras para esse contacto; marquem um contacto regular, uma vez na semana, a forma de o fazer (por correio eletrónico, por telefone…);

 

  • Não substituam o ensino presencial por ensino à distância; são coisas diferentes, mas ajudem os alunos na definição das suas regras de trabalho, no cumprimento das suas obrigações; ajudem os miúdos a utilizar o tempo em casa para ler (comentar um livro, uma notícia, um texto, uma situação), escrever (um diário, um portefólio, memórias para o seu futuro), a ver um filme ou uma séria (e a escrever sobre ela, o que nos diz e o que nos faz sentir), a partilhar escrita e trabalhos com colegas de grupo/turma, de bairro, da rua; a fotografar, a fazer uma fotografia por dia e a escrever sobre ela (porque a tirámos, o que queremos dizer) e mesmo a fazer fichas de actividades (do manual ou do caderno de actividades) a recuperar conteúdos, mas definam com o aluno o calendário, a avaliação, a estratégia de trabalho; (podemos aproveitar os melhores textos e as melhores imagens para criar e publicar um livro, um vídeo,…);

 

  • Apoiar e ajudar com regras e critérios os anos iniciais/finais de ciclo; serão, provavelmente, os mais delicados, uns porque começam e começam frágeis, outros porque irão transitar de ciclos e precisam de consolidar conteúdos, conhecimentos, competências; ajudem os miúdos a desenvolver competências . mais do que um mero cumprimento de obrigações da qual, daqui a uns dias, nada restará;

 

  • Envolvam e impliquem os pais/encarregados de educação, trabalhem em colaboração, em entreajuda; precisamos deles para que ajudem os seus filhos/educandos a aprender, mas eles precisam de nós é um momento crucial para ajudar os pais e dar conta da importância do papel e da centralidade dos professores; em colaboração, em entreajuda; clarificando posições, definindo procedimentos e competências ou áreas de trabalho de cada um…,

De resto contem connosco;